quarta-feira, 2 de novembro de 2011


[Um conto do Fausto Wolff para lembrar da sua grandeza]


Meus super-heróis


Na livraria pediram que se retirasse, pois seu cheiro de cachaça perturbava os clientes


O homem era alto, magro, cabeça enorme. Pobre, órfão de pai e mãe, criado por um tutor militarista, passou a tomar grandes porres, o que não o impedia de escrever. Escreveu, entre outras obras-primas, o primeiro romance de detetive. Ignorado no seu país, foi traduzido por Baudelaire. Aos 24 anos, casou-se com sua prima de 14, a única mulher que amou. Em 1839, já havia publicado dez livros que lhe rendiam menos do que me rendem os meus. Num cubículo da Filadélfia editou o Graham's Magazine. Ganhava US$ 800 por ano e conseguiu aumentar a tiragem da revista de cinco mil para 45 mil exemplares. Em 1842 sua mulher morreu de tuberculose. Ele desmoronou e, além de beber, passou a fumar ópio. Foi despedido. Ninguém lhe dava um emprego decente. Em 1849, em Baltimore, prometeu votar várias vezes em um mesmo candidato, caso lhe pagassem uma garrafa de uísque. Foi largado nu em uma sarjeta pedindo que lhe dessem um tiro nos miolos. Morreu dois dias depois, aos 38 anos. No seu túmulo, apenas o número 80. Trinta anos depois, já reconhecido como o melhor escritor nascido em solo americano, os cidadãos de Boston recolheram dinheiro para lhe dar uma sepultura digna onde inscreveram a frase "And the raven said never more". (1)


O homem era alto, magro, cabeça enorme, mas não era feio, como se diz hoje em dia. Usava uma barba ruiva porque quando menino uma garota lhe dissera que tinha o queixo pequeno. Nasceu na Holanda em 1853 numa família religiosa de classe média. Recebeu o nome de um irmão mais velho que morrera horas depois do parto. Todo emoção e timidez, a vida lhe doía. Aos 20 anos, todos os domingos caminhava 40km só para ver de longe uma jovem que amava. Um dia, ela lhe disse da janela que era noiva. Trabalhou numa galeria, foi professor elementar, pastor, lavrador e levou seu cristianismo ao extremo, trabalhando de sol a sol e dormindo no chão. Embora só começasse a pintar em 1881, fez 900 telas e 1.100 desenhos sem que tenha conseguido vender um em vida. Tinha crises de loucura e numa delas, em Arles, atacou Gauguin com uma navalha. Depois cortou o lóbulo da própria orelha e deu-o a uma prostituta. Foi internado na Clínica do dr. Gachet, mais louco do que ele. A polícia fechou seu ateliê a pedido de vizinhos, que o chamavam de Ruivo Maluco. Deprimido, uma noite saiu de uma estalagem e caminhou até o campo. Olhando para o céu, deu um tiro na cabeça e voltou para o bar. Bebeu até cair e foi levado para casa, onde morreu dois dias depois, em 1890, aos 37 anos. O retrato que fez do dr. Gachet, uma obra menor, foi vendido há alguns anos por US$ 84 milhões. (2)




O homem era baixo, magro, doente, mulato claro. Certa vez o gerente de uma livraria no Centro do Rio pediu firme, mas delicadamente, que se retirasse, pois seu cheiro de cachaça perturbava os clientes. Nascera no Rio em 1881, filho de um português e uma escrava. Abandonou o curso de engenharia aos 20 anos para assumir o sustento e a chefia da família, pois seu pai enlouquecera. Arranjou emprego de amanuense no Ministério da Guerra e, embora o salário lhe desse uma certa estabilidade, passou a beber dizendo-se vítima do preconceito racial, o que era verdade. É que, devido à sua educação e cultura, vivia entre brancos. Estreou em 1910 e fez um certo sucesso, mas não pessoal. Com o álcool vieram as crises de depressão que não o impediam de escrever cada vez mais e melhor. Era odiado pelos esnobes por ser anarquista e pelos militares porque, quando membro do júri, acusou um deles da morte de um estudante. Expulso da livraria, voltou para casa o grande escritor brasileiro. Lá morreu de enfarte em 1922, aos 41 anos. (3)


O homem era alto, magro, barbudo, em verdade um senhor de idade com extrema resistência ao álcool. Passou de 1914 a 1917 perambulando pelas repartições públicas de Paris, pedindo ao governo uma quantia que julgava lhe ser devida para poder se manter. Havia sido o artista mais prestigiado, premiado e querido da França e uma unanimidade mundial. No verão de 1917, aos 77 anos, pediu ao governo que lhe cedesse um quartinho, o que foi recusado. Morreu de frio num parque alguns dias depois. Todas as esculturas e estátuas que doara ao governo estavam abrigadas no calor dos museus. (4)


(1) Edgar Allan Poe; (2) Vincent Van Gogh; (3) Lima Barreto; (4) Auguste Rodin.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011





Eu hoje estou tão bem pois tive a visão de um anjo
Por alguns instantes senti que o tempo não fazia sentido
Era como se eu pudesse tocar o céu
E quando eu percebi estava mergulhado no amor
Era uma experiência nova para mim
Mas foi uma das mais lindas que já tive
Era como se a vida me pegasse pelas mãos
E me indicasse qual o caminho que eu deveria seguir
Um anjo é indefinivel
Um anjo possui um amor puro
Certas coisas que eu não entendia
Passei então a comprender
E então veio a paz
Mas eu me entristeci, ao lembrar de fatos passados
Coisas que eu não soube dominar
Entãoo ele sorriu: ninguém é perfeito!
Novamente fui envolvido por pensamentos
Desafios que eu teria de vencer
Novamente ele sorriu: apenas acredite em você!
Seguiremos juntos o caminho!
Nossa eu estou olhando para um anjo!
Nossa eu estou olhando você!

ROBERT BRUCE´S SPIDER


Robert Bruce king of Scots was on the point of giving up. Concealed in a remote cave, without food or friends, his cause seemed hopeless.

Since his defeat by the English at Methven he had a fugitive in his own land. His spirits were now very low.

His eye was caught by a spider spinning its web. It was trying to swing across a gap. Again and again it failed. The king became curious. Would it give up?

According to legend, on the seventh attempt the spider triumphed and change the history of Scotland.

Its determination made a deep impression on the King. In may 1307 he defeated the English of at Battle of loundon and won bach his crow. He became one Scotland's greatest rules.

When you feel like a point of giving up, remember Robert Bruce's Spider.

SOLIDÃO NÃO É A FALTA DE GENTE PARA CONVERSAR,NAMORAR,PASSEAR OU FAZER SEXO...ISTO É CARÊNCIA.

SOLIDÃO NÃO E O SENTIMENTO QUE EXPERIMENTAMOS PELA AUSÊNCIA DE ANTES QUERIDOS QUE NÃO PODEM MAIS VOLTAR...ISTO É SAUDADE.

SOLIDÃO NÃO É O RETIRO VOLUNTÁRIO QUE A GENTE SE IMPÕE, AS VEZES, PARA REALINHAR OS PENSAMENTOS...ISTO É EQUILÍBRIO.

SOLIDÃO NÃO É O CLAUSTRO INVOLUNTÁRIO QUE O DESTINO NOS IMPÕE COMPULSIVAMENTE PARA QUE REVEJAMOS A NOSSA VIDA...

ISTO É UM PRINCÍPIO DA NATUREZA.

SOLIDÃO NÃO É O VAZIO DE GENTE AO NOSSO LADO...ISTO É CIRCUNSTÂNCIA.

SOLIDÃO E MUITO MAIS DO QUE ISSO.

SOLIDÃO É QUANDO NOS PERDERMOS DE NÓS MESMOS E PROCURAMOS EM VÃO PELA NOSSA ALMA.

(Chico Buarque de Holanda)

A SOLIDÃO É UM PASSATEMPO

Meu doce arquiteto hoje eu parei para pensar
E tive que admitir: Não sou heroína
Eu tenho sofrido de muitas coisas, desde medo a depressão
E agora sofro de uma forte solidão
E solidão em sua estrutura é quando caímos na despersonalização
Nos perdendo de nós mesmos
É quando queremos nos encontrar e não conseguimos
Por isso seria mais fácil com você ao meu lado
E já que você me conhece tão bem
Poderia me dizer aonde estou
E poderíamos sair juntos a procura de nossos sonhos
E reencontrar nossas canções
...
Meu amor a vida não se cansa de nos ensinar
E o amor não nos dá as costas jamais
Talvez nós é que nos fechamos a ele
Por isso meu bem, nunca pare de aprender
Não ligue para o que pensam as pessoas
Elas se baseiam apenas em suposições
Somente nós sabemos quem realmente somos
Por isso ninguém tem o direio de dizer o que devemos fazer
Somos então o que podemos ser
Então podemos ser melhores do que somos
Portanto querida ouça melhor a sua alma
Aí está o verdadeiro sentido da vida
Então faça algo que tenha sentido para você
Você não é o que tem,o ser é idependente de ter
Farei então por você, o que eu possso melhor
Aceita-la incondicionamente
Mas não tenha grandes ilusões com as pessoas
Porque grande é a dor da decepção
Só mais uma coisa, não se precisa de grandes
Mudanças para ser feliz
Apenas permaneça onde está, fazendo o melhor que pode!
Esqueça a perda.
Não há porque perder.
Só se perde quando se joga errado.
E a vida nos treinará constantemente
Até que aprendamos a lição.

(Carlos Vérganos)
FALANDO UM POUCO DE AMOR

Eu sempre sonhei estar com alguém assim
E hoje tendo você comigo eu não preciso mais sonhar
Porque a minha vida se tornou um sonho
Tentei em vão descobrir o limite do meu amor por você
Porque o limite do meu amor por você
É o meu amor sem limites

Então eu resolvi te procurar onde julgava te encontrar
Entre as mulheres mais belas!
Mas minha busca foi em vão
Vi muitas mulheres belas, mas voce não estava
Entre elas, sim você não estava entre as mulheres
E sim entre as deusas!

Você aprendeu a tocar o meu coração
Então toque a música que quiser
Você soube retirar dele as mais lindas canções
Mostrando que quando se ama todos
Os milagres são possíveis
E o amor é infinito assim como as canções

Ao lançar meus sonhos aos seu pés
Dei-lhe também poder sobre o meu coração
E embora o sofrimento seja opcional
Eu tenho medo da dor
Mas eu prefiro o fantasma da dor
Do que não amar com receio de me ferir!

E a cada dia eu lhe amo mais
você faz parte de mim agora
Eu lanço todo meu sentimento aos seus pés
Para que você possa caminhar traquilamente sem feri-los!

(Carlos Vérganos)